quarta-feira, março 23, 2011

Santificação e Boas Obras: Série Edwards - parte 2


Por Wilson Porte Jr.
Igreja de Edwards, em 1910
Para Edwards, a santificação era uma evidência da graça. A santificação evidencia ao diabo o triunfo glorioso do Senhor sobre ele. Uma pessoa dando um copo d’água em nome de Cristo significa muito mais para Deus do que um não convertido entregando seu corpo para ser queimado. Cristianismo consiste de prática. O homem natural não pode mortificar suas próprias concupiscências. A fé posta em ação é capaz de mortificar as concupiscências do coração humano.
Trocando em miúdos, quanto mais amarmos ao próximo e praticarmos coisas concernentes a uma vida santa, mais estas atitudes nos ajudarão na mortificação de nossa carne.
Edwards dizia que há, no coração piedoso, uma luta comparável àquela que aconteceu no ventre de Rebeca entre Jacó e Esaú. Guerra é outra analogia que Edwards usa para descrever a luta no coração da pessoa convertida
Como uma pessoa sabe se sua derrota moral é uma marca de reprovação ou apenas um sinal de sua imperfeição cristã? Segundo Edwards, quando o Espírito está para vir sobre os homens, há um tendência para três coisas:
    1. Despertamento;
    2. Conversão;
    3. Confirmação.
Túmulo de Jonathan Edwards
Edwards pregava que, muito pouco daqueles que o ouviam e que professavam fé e santidade eram de fato salvos. Os puritanos estavam muito preocupados em crescer na fé e nas boas obras. Para eles (e Edwards), santificação consistia em boas obras que deveriam ser ‘universais’. 
Edwards, em vários momentos, relacionou a santidade com a prática da bondade, ou, o amor ao próximo. Alguém não pode ser salvo sem obedecer o 2o mandamento (amor ao próximo). Obediência é necessária para a Santificação. Três razões de Edwards do por quê a santificação é necessária, são:
    1. Um Deus santo não pode abraçar criaturas imundas;
    2. Deus não pode amar criaturas imundas, pois tal amor perverteria tanto Ele quanto o céu;
    3. Há uma razão inerente na natureza do pecado que torna necessário que o pecador seja infeliz e incapaz de ser feliz.
Edwards tem mais de 1.200 sermões escritos. Em quase todos eles, santificação  é o tema central. Não só seus sermões, mas seus escritos, também, estavam carregadas com esse tema. Exemplos:
A 1ª edição de Religious Affections
    • Em Religious Affections (Emoções Religiosas), quando trata sobre a Justificação, Edwards opõe tanto o antinomianismo quanto o neonomianismo, insistindo acerca de uma pura doutrina da santificação como um corolário da justificação. 
    • Em A Faithful Narrative of the Surprising Work of God (Uma narrativa fiel da surpreendente obra de Deus), bem como em Thoughts on Revival (Pensamentos sobre Reavivamento), Edwards perseguiu, determinadamente, o mesmo tema. 
    • Em Humble Attempt (Esforço Humilde), Edwards tratou fez um chamado à oração. 
Hoje, um dos pastores mais influenciados pelos escritos de Edwards é Jon Piper, que estará em outubro no Brasil. Veja, abaixo, um vídeo de Piper tratando dessa GUERRA pela nossa santificação.

Uma nano-biografia de Jonathan Edwards (Série Edwards - parte 1)


Por Wilson Porte Jr.
A igreja de Edwards em Northampton,
como era em seus dias.
Muitos o consideram o último dos puritanos. Jonathan Edwards nasceu em 5 de outubro de 1703, em East Windsor, Connecticut, EUA. O pai dele era pastor e, desde sua infância, revelava-se bastante piedoso. Em 1720 obteve seu bacharelado em Yale. Em 1722, obteve o grau de mestre, também em Yale. Aos 23 anos, em 1726, tornou-se pastor-auxiliar de seu avô, Solomon Stoddard, em Northampton.
No ano seguinte, Edwards casou-se com Sarah. Após 23 anos de ministério, em 1750, Edwards foi despedido de forma absurda pela sua igreja (por conta de uma problema com a Ceia do Senhor). Despedido, Edwards tornou-se missionário entre os índios. Em 1757, tornou-se presidente da [futura] Universidade de Princeton. Morreu no ano seguinte, após tomar uma vacina contra varíola.
Edwards foi um homem brilhante, inteligente. Tudo o que lia, o fazia com papel e caneta do lado. Anotava tudo o que lhe causava interesse. Posteriormente, suas anotações tornaram-se a base para seus escritos. 
A mesma igreja, hoje.
Ele e Sarah tiveram 11 filhos. Todos chegaram a fase adulta, algo incomum naqueles dias. Quando George Whitefield o visitou em 1740, ficou impressionado com a vida familiar de Edwards. Ele separava tempo, em todo fim de tarde, para cavalgar com Sarah e orarem juntos. Antes do jantar, brincava com as crianças.
Dr. Alderi Matos citou, em uma artigo na Fides Reformata, que, em 1900, um repórter identificou 1400 descendentes do casal Edwards. Entre estes, houve 15 dirigentes de escolas superiores, 65 professores, 100 advogados, 66 médicos, 80 ocupantes de cargos públicos, inclusive 3 senadores e 3 governadores de estados, além de banqueiros, empresários e missionários.
Finalmente, Edwards foi um grande pecador nas mãos de um grande Salvador. É, sem dúvida nenhuma, um exemplo para o qual devemos olhar, não para ver a sua própria luz e glória, mas para, através dele, ver a luz e a glória de Cristo.

Crer para entender ou entender para crer? Teologia-Filosófica em Anselmo

Por Wilson Porte Jr.
Dr. Fabiano Oliveira
Esta semana tem sido especial para mim. Estou no Mackenzie (CPAJ) estudando Cosmovisão Reformada com o prof. Fabiano de Almeida Oliveira.

Hoje, em sala de aula, discutiu-se sobre a fé e a razão. O que vem primeiro, a fé ou o conhecimento? É possível crer, chegar à fé salvadora, pelo puro raciocínio lógico? Ou o raciocínio sobre as coisas de Deus só é possível após uma intervenção do Espírito no ‘coração’ humano?
Fabiano citou uma frase de Anselmo credo ut intelligam (creio para que possa compreender). Fui atrás disso e descobri o seguinte.

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Premium Wordpress Themes