sábado, abril 02, 2011

Depressão e Graça - Jó



Quando perdemos algo que nos é tão precioso


Por Wilson Porte Jr.

Há alguns anos atrás, soube de um casal que não podia ter filhos e que pedia a Deus por um milagre. Apesar da impossibilidade física, esse casal não desanimou. Dado algum tempo, pela bondade de Deus, aquela jovem esposa engravidou. Imagine a festa! Imagine a alegria na família, na igreja, que testemunho do poder de Deus! A criança nasceu, linda, perfeita, tratada com todo o carinho pelos pais e amigos. 
Dois anos depois, quando tudo parecia ir muito bem, a criança ficou seriamente doente. Remédios caros, várias internações, vários médicos, e incontáveis orações. Infelizmente, com pouco mais de dois anos de vida, a criança, tão aguardada por todos, faleceu.
Esse casal tinha tudo para entrar numa ‘tristeza sem fim’, numa depressão. Até o pastor deles, que daria uma palavra no funeral, não soube o que dizer, se engasgou todo, ficou sem jeito, segundo as palavras do próprio pastor. Foi então que, naquele funeral, quando ninguém esperava, o pai da criança pediu para falar. Toda a atenção se voltou para ele:
“Eu gostaria, nestes últimos minutos na presença do corpo de nosso anjinho, dizer pra vocês o quanto somos, minha esposa e eu, gratos a Deus pela honra e privilégio que Ele nos deu de cuidarmos, por dois anos, de nosso filho. Ele foi uma bênção que Deus nos deu, um precioso presente. Não há palavras para agradecer pelo bem que Ele nos fez. Todavia, entendemos que, o mesmo bondoso Deus que nos deu esse anjinho, foi quem o levou embora para junto de Si. ‘O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor’.” 
Lágrimas encheram os olhos de todos ali. A graça do Deus, pela vida e palavras daquele pai, encheu aquele lugar de morte com um aroma de vida, como se o próprio Criador da vida estivesse ali.
Jó, em sofrimento, ouvindo
péssimos conselhos de seus "amigos".
Sabemos, pelas Escrituras Sagradas, de um caso parecido com este no Antigo Testamento. Só que o pai, agora, é Jó. E Jó não perdeu apenas 1, mas 10! Sete filhos e três filhas. Jó também amava seus dez filhos e se preocupava dia e noite (e madrugada – Jó 1.5) com eles. Jó tinha uma bela família, uma boa saúde e muitas posses. Além de tudo isso, “era homem íntegro e justo” (Jó 1.1). Em Jó 1.8, Deus diz: “Não há ninguém na terra como ele, irrepreensível, íntegro, homem que teme a Deus e evita o mal”. E foi esse homem que, em menos de 24 horas, perdeu tudo. Os dez filhos morreram quando um vento derrubou a casa onde estavam. De todos os bens, posses, animais e funcionários que possuía, Jó perdeu tudo! Até sua saúde foi afetada. Tumores abertos, cheios de pus, cobriam seu corpo com insetos zanzando por eles (Jó 2.7). Jó quebra uma louça e, com um de seus cacos, senta-se para raspar-se desejando um pouco de alívio em meio a tanta dor. E, nessa ocasião, a Bíblia nos registra as palavras de Jó: “‘Se recebemos de Deus as coisas boas, por que não vamos aceitar também as desgraças?’ Assim, apesar de tudo, Jó não pecou, nem disse uma só palavra contra Deus.” 
Jó entendeu que Deus é Soberano. E nunca se esqueceu que o Soberano é bom. Jó conheceu a dor profunda, o vale da aflição, o desejo da morte, a perda de coisas preciosas demais para ele. Ele foi alguém que passou por uma profunda depressão.
Mas, onde vemos a graça de Deus na vida de Jó? Qual o caminho para sobrevivermos em meio a tanta tristeza e dor? Repare que, tanto na história de Jó, quanto na daquele casal, duas certezas estão presentes no coração deles: Deus está no controle, e Deus é bom! A certeza de que Deus é soberano, e que controla todas as coisas para a Sua própria glória e para o bem daqueles que O amam (Rm 8.28), é parte da convicção que deve estar presente em nossos corações. A outra parte, é que, este Deus Soberano, também é bom. Sendo bom, Ele nunca nos abandona. Isso não significa que não teremos aflições neste mundo. Pelo contrário. Mas, significa que, nas aflições Sua bondade e poder nos sustentarão.
Nós não entendemos a forma de Deus agir. Principalmente, quando perdemos algo que nos é tão precioso. A impressão que temos é que Deus “não sabia”, “não pode fazer nada”, etc. O fato é que nenhum pardal cai em terra sem o consentimento de Deus (Mt 10.29). Crermos, nas horas mais difíceis, de que Deus está no controle e de que Deus é bondoso, nos ajudará a darmos glória a Deus por tudo, como Jó e aquele casal fizeram. Talvez, você não conseguirá dar glória no momento mais forte da dor, mas a certeza dessas verdades sobre Deus, lhe dará a paz de que, um dia, ainda que seja no céu, você dará glória a Deus por tudo.
Deus quer sustentar você! Se você depositar sua fé nEle, você não se sentirá sozinho. Deus lhe ajudará! Você encontrará um caminho de força e de graça para passar pela depressão. Assim como Jó e aquele casal encontraram.

Carta aberta ao deputado Marco Feliciano

Prezado Deputado Marco Feliciano,

É com grande preocupação que nós, cristãos comprometidos com o Evangelho de Cristo Jesus e os valores da Reforma Protestante, vemos as suas declarações referentes aos negros africanos e o homossexualismo. Ao se definir como pastor evangélico, o senhor assumiu o compromisso de defender as verdades do Evangelho, conforme ensinado por Cristo Jesus e seus apóstolos, no Novo Testamento. No entanto, seus pontos de vista não condizem com a Verdade que o senhor afirma defender.

Nós, cristãos juntos pelo Evangelho, repudiamos qualquer ensino que associe a maldição lançada a Canaã com o povo africano. Em Gênesis 9:24-27, vemos que a maldição é lançada apenas sobre Canaã, e não sobre os demais filhos de Cam e que ela consistiria na servidão aos filhos de Sem e de Jafé, o que acontece quando o povo de Israel conquista as cidades cananeias por meio de Josué. A exegese de Gênesis 10:16-19 mostra que os cananeus habitaram o Oriente Médio e não a África. Além disso, a leitura do Antigo e do Novo Testamento mostra que os cananeus se misturaram com os judeus e que o próprio Senhor Jesus Cristo é descendente da cananeia Raabe (Mateus 1:5).

Nós, cristãos juntos pelo Evangelho, repudiamos a sua declaração de que "A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam (sic) ao ódio, ao crime, à rejeição". Ao contrário, reafirmamos o ensino da depravação total, ensinado por Paulo em Romanos 3:9-18, que mostra que todos os homens, independente de sua opção ou comportamento sexual, são injustos, inúteis, cheios de amargura e prontos a fazer o mal, andando em caminhos de destruição e miséria. Não são os sentimentos homoafetivos, mas sim a nossa morte espiritual e amor pelo pecado (Efésios 2:1-3) que nos tornam praticantes do ódio, do crime e da rejeição.

Nós, cristãos juntos pelo Evangelho, reafirmamos ao senhor e à sociedade que o ensino bíblico é o de que todos os homens, independente de seu povo, etnia, comportamento sexual ou classe social, estão todos, sem distinção, debaixo da ira de Deus porque todos nós pecamos (Romanos 3:23), sendo por isso, dignos de morte (Romanos 6:23). E é com uma ênfase ainda maior que nos lembramos de que Cristo Jesus se fez maldito no lugar de todo ser humano que, independente de seu povo, etnia, comportamento sexual ou classe social (Gálatas 3:13), se volta para Ele, arrepende-se de seus pecados, crê em Sua ressurreição, confessa a Sua divindade e invoca o Seu nome (Romanos 10:9-12). Esse é o verdadeiro Evangelho!

Não aceitaremos mais que a mais bela verdade já ensinada aos homens seja manchada e distorcida publicamente por quem deveria defendê-la. E, por isso, protestamos contra seus posicionamentos e o exortamos, em nome de Jesus Cristo, a arrepender-se deste pecado.

Cristãos Juntos Pelo Evangelho

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