quinta-feira, maio 16, 2013

COMO MELHORAR SUAS ORAÇÕES

Por Wilson Porte Jr.

A oração é um exercício que não pode ser praticado regularmente sem disciplina. As nossas orações são o exercício principal de nossa fé.

Por ela, recebemos cada dia os benefícios de Deus. Benefícios materiais e espirituais. Costumo dar as seguintes dicas sobre como orar melhor. Aí vão:

Evite distrações

Quando você for orar, evite ambientes que lhe roubarão a atenção daquilo que você está fazendo.Evite distrações, pensamentos que venham com frequência à sua mente. Force sua mente a concentrar-se no que está fazendo.

Não tenho nenhum problema com orações feitas com os olhos abertos. Todavia, creio que seus olhos possam ser um meio para a sua distração. 

Nossas orações devem ser feitas com o máximo de atenção e concentração. Antes de falar com Deus, feche seus olhos, concentre-se, lembre-se com quem você está falando. Seja você mesmo. Não aja falsamente. Todavia, não se esqueça que você tem a atenção do Criador do Universo agora sobre você. Por isso, concentre-se no que vai dizer.

No caso das orações feitas nos cultos comunitários, procure locais onde você não seja facilmente distraído com o barulho ou passagem de pessoas. Caso isso não lhe seja possível, feche seus olhos e redobre sua concentração a fim de que suas orações comunitárias não sejam atrapalhadas tão facilmente por qualquer inconveniente. 

Evite a pressa

Outro detalhe importante a ser considerado é a necessidade de que você não esteja com pressa ao orar. Não comece algo que você sabe que não terá tempo para terminar. Se for assim, é melhor não começar.

Entenda, não estou dizendo aqui que você não pode realizar orações curtas. Orações curtas não têm nada a ver com orações apressadas. Orações apressadas são orações desatentas, cheias da vontade humana, e são feitas, quase sempre, sem nenhum temor de Deus.

Martinho Lutero, diante da Dieta de Worms, após declarar que não podia renunciar aos seus escritos, pois nada havia neles que contradizia a Palavra de Deus, faz uma pequena oração: “Que Deus me ajude”.

Apesar de curta, esta oração foi sincera, piedosa, segundo a circunstância, e agradável a Deus. Não havia tempo nem ocasião para uma longa oração.
Se este não for o seu caso, dedique tempo à oração.

Escolha um local silencioso

Este é outro detalhe importante para quem deseja orar melhor. Não era a toa que nossos irmãos puritanos, há poucos séculos, ao construírem suas casas, inseriam na construção um pequeno quarto para orações.

Você possui um local para orações? Não me diga que você ora o dia todo, enquanto cozinha, dirige, toma banho, etc. Estas são as chamadas orações extemporâneas. Estas têm o seu lugar. Bonhoeffer valorizava muito tais orações.

Contudo, o apóstolo Paulo também nos diz que devemos nos exercitar na piedade. Entenda, não é possível exercitar-se na piedade sem disciplina, horários, e a criação de novos e saudáveis hábitos. 

A palavra grega para exercita-se é a mesma para ginásio, o local onde praticamos esportes. Assim como a prática de um esporte exige disciplina, crescer em intimidade através da oração também o exige.

E, se você deseja que esse tempo seja ainda melhor, esforce-se para faze-lo em um ambiente silencioso.

Conclusão

Creio que passamos por um momento em que carecemos desesperadamente de um avivamento. Precisamos de um grande despertamento para a vida de oração!

Vejo no estudo das Escrituras o início de tudo. Para que uma comunidade que está acostumada às orações erradas e/ou equivocadas seja corrigida, nada melhor do pregar a Bíblia Sagrada.

Sugiro: comece com o Livro dos Salmos! Aprenda e ensine a orar por meio das orações da Bíblia. Sejam elas o seu guia. Se serviram tão bem aos profetas, aos apóstolos e aos santos da antiguidade, certamente lhe servirá de forma abençoada também.

Não tenha dúvida. Quando você e eu estivermos orando conforme a Palavra nos ensina, mais seremos transformados e informados pelo Onisciente do que estaremos lhe informando.

Que este erro, tão comum e presente em nossos dias, venha a ser extinto em breve. Que Deus, pela Sua misericórdia, nos dê esse precioso presente.

Vamos orar por isso?

segunda-feira, maio 06, 2013

LIVROS QUE LI (ABRIL/2013)


Mais uma vez, compartilho com vocês um pouco das minhas leituras. Abaixo, comento sobre os livros que li no mês do abril. Fique a vontade para comentar sobre minhas considerações no final deste post.

STOTT, John. Batismo e Plenitude do Espírito Santo. São Paulo: Vida Nova, 2007, 128 páginas.

Como é comum é Stott, aqui ele é sucinto e rico em informações sobre a plenitude e os dons do Espírito Santo. Apresenta as várias interpretações sobre o batismo do Espírito Santo, apresentando a sua própria ao final. Se você deseja aprender mais sobre o Espírito Santo, recomendo este pequeno livro (128 páginas) como uma excelente introdução.

VIEIRA, Pe. Antônio. Sermões escolhidos. São Paulo: Martin Claret, 256 páginas.

Um dos melhores livros que li na vida. Trata-se de um clássico na lingua portuguesa. Sua linguagem é cheia de latinismos e muito bem rebuscada. Pe. Antonio Vieira é considerado é maior orador de seu tempo, pelo menos no Brasil. Seus sermões neste livro, embora com elementos típicos do catolicismo romano, trazem reflexões incríveis sobre o Evangelho, a mensagem da Boa Nova. Recomendadíssimo, tanto para amantes da língua portuguesa, quanto para quem deseja ler sermões pregados no Brasil no século XVII.

PIPER, John; TAYLOR, Justin (org.) Firmes. São José dos Campos: Fiel, 174 páginas. 

Um livro muito especial sobre a doutrina da perseverança dos santos vista sob diversos pontos de vista. Excelente!

SECCO, Patricia Engel. A recompensa. São Paulo: Melhoramentos, 

História lindíssima para crianças sobre amizade e respeito. Trata da relação entre Churchill, um grande político, e Fleming, um médico notável. Emocionante! Apesar de ser um livrinho infantil, recomendo para adultos também.

YOUNG, Amy. Belinda, a Bailarina. São Paulo: Atica, 32 páginas.

Li para minha filha. Belina não queria saber de outra coisa além de dançar balé. E ela dançava muito bem. Porém, tinha dois problemas: pé direito e pé esquerdo. Estorinha legal, mas ... sei lá rs =)

LALAU. Uma cor, duas cores, todas elas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1997, 32 páginas.

Poeminha bem gostoso, para crianças. Nele, Lalau brinca com as cores enquanto, de forma poética, fala delas.

quinta-feira, maio 02, 2013

O Milagre da Comunhão



Por Wilson Porte Jr.

Comunhão não é algo fácil de se alcançar. A Bíblia diz que, no início do cristianismo, as pessoas perseveravam na comunhão. Mas, por que perseverar na comunhão? 

Normalmente, nós perseveramos em algo que não é fácil de se fazer, algo que temos a tendência de desistir rapidamente. A comunhão é algo que normalmente não conseguimos levar adiante, principalmente quando enfrentamos alguns choques relacionados à hábitos e gostos.

Algumas coisas inibem perseverarmos na comunhão: quando descobrimos que a outra pessoa possui gostos opostos aos nossos, ou quando descobrimos que a mesma pessoa possui hábitos que nós repugnamos.

Nossa tendência natural é empurrarmos esta pessoa para bem longe de nós. É automático. O que não gostamos, descartamos. O que se quebra, jogamos fora.

Os seres humanos de dois mil anos atrás não eram diferentes de nós. Pelo contrário. Eram feitos da mesma substância que, hoje, nos torna tão egoístas e orgulhosos. Quando postos juntos, também tinham atritos terríveis.

E, entre os cristãos, isso não foi diferente. Há, no Novo Testamento, inúmeros casos de pessoas com problemas de relacionamento. Todavia, as orientações que o Espírito Santo dá através de Paulo, Pedro e os demais sempre foi no sentido da reconciliação.

Só no cristianismo é possível encontrarmos unidade em meio a tanta diversidade. A diversidade não é, no cristianismo, empecilho para a unidade. Isso por causa da obra que Espírito Santo faz em nós.

Ao nos transformar à imagem do Filho de Deus, o Espírito Santo nos capacita a buscarmos unidade com pessoas tão diferentes de nós. Sermos diferentes não é motivo para sermos excludentes. Graças ao dom do Espírito Santo que habita em nós, somos capazes de perseverar na comunhão e na unidade.

Por isso, persevere na comunhão. Persevere naquilo que os primeiros cristãos perseveravam. Busque o mesmo que eles buscavam (comunhão). Afinal, você possui em si o mesmo Espírito que um dia eles possuíram.


quarta-feira, abril 24, 2013

ABORTO: MEU REPÚDIO ÀS RECOMENDAÇÕES DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA



Por Wilson Porte Jr.

Em que situações somos livres para matar uma criança? Será que chegará o dia em que poderemos matar uma criança com três meses de vida intrauterina e não sermos responsabilizados e presos por isso? Não creio que estamos muito distantes disso.

O Conselho Federal de Medicina (CFM), no mês passado (março de 2013), recomendou ao Senado Federal que retomasse o assunto da descriminalização do aborto, começado há um ano atrás (12 de abril de 2012). Para eles, o que foi aprovado pelo Supremo Tribunal Federal foi pouco. Eles querem mais.

Em um primeiro momento, foi a descriminalização em casos de anencefalia (se quiser saber o que eu penso sobre isso, assista este programa: http://www.youtube.com/watch?v=LqidGEm9oMY). Ou seja, se for atestado por dois médicos que o bebê no ventre possa possuir anencefalia, que pode ser abortado.

Agora, um ano depois, querem (como já imaginado) ampliar as razões pelas quais se possa abortar.

Nesta proposta do mês passado, o CFM propõe que seja ampliado os excludentes de culpabilidade. Propõe que a interrupção da gravidez, nome que preferem dar ao aborto, possa acontecer em mais quatro situações, além da anencefalia.

Destas quatro, a última é a pior. Recomendam que, até à 12ª semana, a mulher tenha o direito de abortar por qualquer motivo. Assim está na proposta:

"Por vontade da própria gestante até a 12ª semana da gestação".

A mulher não precisa justificar sua opção. Ela poderá matar a criança em seu ventre até a 12ª semana de gravidez, se ela assim o quiser! Só para que você entenda, veja este vídeo onde aparece o momento em que uma criança passa pelo terceiro mês de gestação (12 semanas) e também duas fotos de uma criança na 12ª semana de gestação. Eu continuo mais abaixo.



É a esta criança para quem eles propõe o livre assassinato.

Outra pergunta que levantam é: Quando começa a vida? As 8 opções mais defendidas são as seguintes:

1. Na fecundação (ou, concepção);
2. Na nidação (veja aqui o que é isso);
3. No bater do coração;
4. Quando atinge o estado de feto;
5. Na formação do sistema nervoso central;
6. Quando ele se torna consciente de si;
7. No nascimento;
8. Quando começa a respirar após o nascimento.

Segundo a biologia molecular, a embriologia médica e a genética, um novo ser vivo já existe a partir do momento em que acontece a fusão entre o espermatozóide e o óvulo (ou seja, na fecundação!).

Biblicamente, entendemos que a vida começa na concepção, ou, fecundação. E que a interrupção da gravidez, ou seja, o assassinato de crianças no ventre, é um pecado! Veja estes versos:

E Isaque orou insistentemente ao SENHOR por sua mulher, porquanto era estéril; e o SENHOR ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu.E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao SENHOR.E o SENHOR lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.E cumprindo-se os seus dias para dar à luz, eis gêmeos no seu ventre.E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pelo; por isso chamaram o seu nome Esaú.E depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou. Gênesis 25:21-26
Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas haviaSalmos 139:16
Aquele que me formou no ventre não o fez também a ele? Ou não nos formou do mesmo modo na madre? Jó 31:15
Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. Jeremias 1:5 
Para Deus, uma criança fora do ventre é o mesmo que uma criança dentro do ventre. Portanto, abortar significa matar uma criança dentro do ventre. Abortar não é, nunca foi e nunca será um opção, em hipótese alguma! Pensar que um ser humano cogite a possibilidade de matar, isso mesmo, matar outra pessoa é algo terrível.

Por isso tudo, posto aqui minha tristeza diante das recomendações que o Conselho Federal de Medicina apresentou ao Senado Federal. Tristeza e nojo. É triste ver em que direção caminhamos como nação. É triste imaginar para onde tudo isso nos levará.

Oremos pela nossa nação.

terça-feira, abril 23, 2013

QUANDO DESGRAÇAS SE TRANSFORMAM EM VITÓRIAS


Por Wilson Porte Jr.

Profetizar a vitória, participar de campanhas pela cura, fazer vigílias para que Deus mude o Brasil. Boa parte da igreja chamada de evangélica de hoje está mais preocupada com estes temas do que com aquilo que realmente importa.

E o que realmente  importa? Como a resposta não está em mim, gostaria de falar de um homem que viveu numa época quando muitos "homens de Deus" estavam profetizando bênçãos, vitórias e paz para o povo de Deus. Deus, contudo, não iria abençoar ninguém. Pelo contrário.

Em seu tempo (742-686 a.C.), Miquéias ouvia por toda Israel e Samaria homens de Deus profetizando a bênção. Líderes religiosos e civis que somente proclamavam a paz e a vitória sobre a vida do povo, principalmente do povo que contribuía financeiramente com seus luxos e extravagâncias.

Foi ness tempo que Deus o chamou para profetizar. Miquéias profetizou contra os pecados de Samaria, Judá e Jerusalém. Profetizou o juízo de Deus contra os outros profetas de Israel, contra os líderes religiosos e civis, e contra a população das regiões citadas acima que permaneciam duras às palavras do profeta.

A visão da disciplina de Deus foi algo terrível para Miquéias. Mais terrível ainda, deve ter sido pregar este juízo. Nenhuma platéia aplaude uma pregação assim. Nenhuma gosta. Assim como é hoje, as pessoas estão atrás de homens (e mulheres) que profetizem a vitória, a prosperidade, a paz! Miquéias profetizou a desgraça, mas ele era o único homem a ser usado de fato por Deus naquele tempo.

É importante que saibamos que, nem sempre, Deus vem a nós com palavras de paz e vitória. Quando guardamos pecados em nosso coração, Deus vem com palavras de juízo. E isso não o torna menos amoroso. Ao contrário! É exatamente pelo fato dEle ser amoroso que nos disciplina e nos confronta duramente pelos nossos pecados.

Maravilhoso é perceber que o mesmo Deus que estava triste e irado contra aquele povo, conduz Miquéias a escrever as palavras abaixo, palavras maravilhosas demais:

"Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar."
Miquéias 7.18-19

Não consigo imaginar Miquéias, um homem do campo, da roça, escrevendo estas palavras sem estar com os olhos cheios d'água. Como é bom saber que nosso Deus tem PRAZER NA MISERICÓRDIA.

Todavia, não podemos nos esquecer que a misericórdia tem o mesmo tamanho do juízo. Afinal, um outro profeta, pouco tempo depois de Miquéias, escreveu o seguinte:

"Eis que a mão do Senhor não está encolhida para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para que não possa ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça."
Isaías 59.1-2

Sabe os momentos de "gelo", quando parece que não há ninguém lhe ouvindo "do lado de lá"? Quando suas orações parecem que não passam do telhado? Então...: pecado. Só ele tem a capacidade de nos separar de Deus, de fazer com que Ele tape Seus ouvidos e encolha o Seu braço para nós. E, acredite, Ele o faz!

Por isso, se sua vida com Deus não está como você gostaria, se você tem negligenciado diariamente a leitura bíblica, a oração, dentre outras coisas que você sabe que Deus lhe aconselha a viver e fazer, então, confesse! Confesse estes pecados, abandone-os, corra para Cristo, peça-lhe o perdão. Esta é a única forma desta barreira ser destruída e o "gelo" ser derretido. Esta é a única maneira de você voltar a sentir a presença e a paz de Deus em seu coração.

Dê ouvidos à esta palavra de Miquéias:

"Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus."
Miquéias 6.8

Enquanto estivermos andando humildemente perante a face de nosso Deus, amando a misericórdia dEle sobre nós (bem como a misericórdia nossa para com os outros), e praticando o que é próprio dos justos (isto é, dos salvos, dos perdoados, dos filhos e filhas de Deus), teremos paz, vida e alegria neste mundo.

Todavia, se continuarmos guardando pecados no coração, não adianta clamarmos pela vitória, fazermos campanha pela cura, e vigílias para que Deus mude o Brasil. Comecemos com o nosso coração. Acredite em mim, é lá que Deus quer agir primeiro. É de lá que Deus transforma desgraças em verdadeiras vitórias!

Um boa semana a todos.

terça-feira, abril 16, 2013

LOUVOR: um belíssimo convite ao prazer.


"Tu me farás ver os caminhos da vida; na Tua presença há plenitude de alegria, 
na tua destra, delícias perpetuamente"
Salmo 16.11

"És grande, Senhor, e digno de todo o louvor... Fizeste-nos para Ti e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em Ti"
Santo Agostinho


Por Wilson Porte Jr.

Louvar a Deus é algo incrível. 

Louvar não é cantar, não é pregar, não é ler, não é orar. Podemos estar com os lábios e olhos fechados e, ainda assim, louvar. Louvar tem a ver com motivação, com aquilo que está em seu coração. Louvor tem a ver com aquilo que enche seu coração (Mt 12.34).

No salmo 148, Deus convoca céus e terra para louvá-lo. E diz que todos estes lhe obedecem quando convocados à adoração. Curiosamente, os céus e a terra são mais obedientes do que os homens.


Neste belíssimo convite ao louvor, os primeiros a serem convidados (1-6) são os anjos e os astros (sol, lua, estrelas). A razão para o louvor é o fato deles terem sido criados por Ele. Ele os criou e os estabeleceu. Em Colossenses 1.17, Ele diz que os astros só existem por que Ele os sustenta.

Sem Seu soberano cuidado, eles (anjos e astros) já teriam deixado de existir a tempos! Ele os criou, por isso os convida ao louvor, ao desfrute dEle mesmo. Afinal, louvá-lo nada mais é do que desfrutar dEle. Trata-se de um grande privilégio o louvor. Só o sabe que O louva.

Nos versos seguintes (7-12), a terra é convidada a louvar! Monstros marinhos, abismos, fogo, saraiva, neve, vapor, ventos, montanhas, árvores, feras, gados, répteis, e, por fim, seres humanos, de todas as idades, são convidados ao louvor.

Não, isso não é mitologia! Não trata-se de um conto de magia ou ficção. Deus está realmente chamando Sua criação a louvá-lo! Mas como?

Tudo na criação revela a glória de Deus. No revelar de Sua glória está o louvor ao Seu nome, Seu poder. Percebemos na criação a Sua sabedoria, Sua autoridade, Sua onisciência, Sua onipotência (Ele criou tudo do nada), Sua engenhosidade, Sua habilidade artística ("e viu que era bom"), enfim, dentre muitas outras coisas.


Assim, o louvor a Deus é dado pela exposição natural de quem Ele é. Obviamente, esta revelação não é capaz de trazer salvação ao homem. Apenas é capaz de torná-lo ainda mais indesculpável.

De fato, é impossível sabermos claramente como os animais, o vento, a tempestade, as estrelas, e tudo o mais louva ao Senhor. Todavia, percebemos Deus falando com toda a criação e esta lhe respondendo. 

Lembre-se de Jonas! Quando ele esteva no ventre do grande peixe, Deus apenas falou com o peixe e este logo vomitou Jonas na praia. Deus fala, o peixe obedece (mais prontamente do que o próprio Jonas).

"Todo o ser que respira, louve ao Senhor" (Salmo 150.6). Sem dúvida, há uma certa forma de relacionamento de Deus com as outras criaturas que respiram. Mas, a nós não é dado o conhecer deste relacionamento mais a fundo. 

Eu acredito que todas as criaturas podem louvar a Deus, mas de uma forma diferente da que nós louvamos. Como a Bíblia não é clara sobre o louvor que é dado pelas demais criaturas, nós não podemos entender mais claramente como é esse louvor que Ele recebe das estrelas ou do fogo ou dos répteis, por exemplo.


O salmo 148 termina (13-14) com um convite ao povo escolhido. Seu povo, mais do que todos, deve louvá-lo. Homens e mulheres que antes estavam perdidos, mas agora estão em Seus braços, antes estavam condenados, mas agora estão perdoados, ninguém mais do que estes tem motivos para louvá-lo.

Quando O louvamos, Ele nos exalta, nos arrebata, nos ergue, nos levanta. Sentimos como se estivéssemos em outro lugar. Quando O louvamos, encontramos paz. Desfrutamos dEle. Por isso, louvar é algo incrível. Algo maravilhoso. Sobrenatural. Arrebatador.

Louve-O hoje mesmo. Pare tudo o que estiver fazendo ou o que está por fazer. Separe um tempo para louvá-lo, para admirá-lo, para dizer a Ele o quanto você O ama e o quanto você é grato por ser convidado para louvá-lo por toda a eternidade. Você é dEle, e Ele, por graça, é seu. Ele se deu a você e deseja que você O ame assim como Ele ama você.

Louvado seja o Senhor!





segunda-feira, abril 15, 2013

O CRISTÃO E AS ARTES PAGÃS



“Quando Deus criou as artes, deu a elas um lugar no mundo, ao qual chamou de bom. A arte existe porque Deus quis que existisse. Ela tem função e significado próprios”
Hans Rookmaaker

Por Wilson Porte Jr.

Há lugar para músicas, poesias, enfim, arte de um modo geral, na vida cristã?

Na Bíblia, claramente percebemos o envolvimento que homens de Deus tinham com as artes não-cristãs. Percebemos que, em seu dia a dia, havia um espaço para o conhecimento das mesmas.

Paulo demonstra que conhecia arte pagã. Chega a citá-la em sua epístola à Tito e em sua pregação no areópago, em Atenas. Aqui, Paulo curiosamente age de modo diferente de como faz em outras de suas pregações. Ele cita o filósofo Epimênedes acerca de Zeus: “Os cretenses, sempre mentirosos, bestas más, ventres preguiçosos, forjaram uma tumba para ti, oh santo e elevado. Mas tu não estás morto. Tu vives e permanece para sempre. Porque em ti vivemos, nos movemos e temos nosso ser”. 

E, na pregação de Atenas, além de citar Epimênedes, Paulo cita Arato: “Comecemos com Zeus. Nunca deixemos de mencioná-lo, oh mortais! Todos os caminhos e todos os locais onde os homens se reúnem estão plenos de Zeus. Em todos os nossos assuntos temos que ver Zeus, porque somos também sua geração.”

Paulo cita pagãos para pagãos. Todavia, sua mensagem principal era o Evangelho. E é exatamente por causa disso que eles dispensaram a Paulo e disseram que o ouviriam em outra ocasião.

Veja nas próprias palavras de Paulo seu uso de poetas pagãos: “Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós; Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração” (Atos 17:27-28); e também aqui: “Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância. Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos. Este testemunho é verdadeiro. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé” (Tito 1:11-13).

Estes exemplos do uso que Paulo faz não nos servem para legitimar o consumo e apreciação pelas artes não cristãs, mas para nos mostrar que Paulo as conhecia, e de cor.

Não podemos confundir tudo isso com uma licenciosidade para ouvir todo e qualquer tipo de música, filme ou poema pagãos. Não. Somos orientados pela Palavra de Deus a que não enchamos nossas mentes com aquilo que não nos edifica (Fl 4.8).

Todavia, não precisamos chegar a ponto de considerarmos demoníacas toda forma de expressão artística não cristão. Vejamos como os cristãos têm tratado disso ao longo da história.

Como escreveu Henderik Roelof "Hans" Rookmaaker, “quando Deus criou as artes, deu a elas um lugar no mundo, ao qual chamou de bom. A arte existe porque Deus quis que existisse. Ela tem função e significado próprios”. 

Este tem sido o entendimento da grande maioria dos cristãos, desde o início. As artes, por mais deturpadas que estejam, não devem ser vistas como algo pervertido em si. Substancialmente, se pudermos assim colocar, as artes foram criadas como um fim para comunicar beleza e atributos. 

Ao pesquisarmos a história da igreja primitiva, percebemos de modo abundante a utilização de elementos artísticos para expressar sua fé. Sejam em pinturas na parede de cavernas, ou em letras ou animais desenhados ou lapidados em rocha, ou, seja ainda em vitrais que expressassem a história da redenção, a fé dos cristãos sempre encontrou seu lugar nas artes.

Isso, sem mencionar uma infinidade de hinos, livros e poesias que serviam como forma de expressar sua fé.

Desde o início, os cristão usam imagens, símbolos, pinturas, músicas, enfim, arte para expressar sua fé. Imagens como o peixe, o cordeiro, o leão, a âncora, etc., eram extraídas dos textos inspirados da Bíblia e usadas no dia a dia dos cristãos.

Durante a reforma protestante, os reformadores continuaram dando às artes um lugar de destaque. Veja Calvino: “Que mui excelentes dons do Espírito Divino são estes, que, para o bem comum do gênero humano, dispensa a quem quer [...]. Se o Senhor nos quis deste modo ajudados pela obra e ministério dos ímpios na física, na dialética, na matemática e nas demais áreas do saber, façamos uso destas para que não soframos o justo castigo de nossa displicência, se negligenciarmos as dádivas de Deus nela graciosamente oferecidas”.

Ainda comentando o livro de Êxodo 31.1-5, João Calvino afirma: “Todas as artes emanam dEle, e, portanto, devem ser reconhecidas como invenções divinas [...] portanto, devemos concluir que qualquer habilidade possuída por qualquer pessoa emana de uma única fonte, e é conferida por Deus”. 

Perceba, então, que na tradição cristã as artes sempre ocuparam um lugar legítimo e específico. 

Mas, e na adoração comunitária? Qual o lugar das artes? Devemos usá-las? De qual forma?

Lembro-me da seguinte afirmação de C. S. Lewis: “Não gostei muito dos hinos deles, que considerei poema de quinta categoria em música de sexta. Mas com o tempo, vi seu grande mérito. Eu fui confrontado com pessoas de visões e educações diferentes, e gradualmente meu conceito começou a se desfazer. Eu percebi que os hinos (que eram apenas música de sexta categoria) estavam, no entanto, sendo cantados com devoção e benevolência por um santo idoso calçado em botas simples no banco oposto, então você compreende que não é digno de limpar essas botas. Isso faz você se libertar dessa presunção.”

Aqui, Lewis compreende algo especial sobre a adoração comunitária: ela é simples, é pautada na simplicidade. Tal simplicidade tem o objetivo de ser inclusiva. Ela possibilita a todos participarem, todos cantarem, todos lerem, todos cultuarem como se fossem um ( e o são!).

Efésios 5.19 e Colossences 3.16 nos recomenda adorarmos a Deus com simplicidade e devoção. São mencionados hinos, salmos e cânticos. Todavia, não são estas expressões artísticas que nos unem, mas o que é expressado por meio deles: a majestade de Deus, a glória de Cristo, a cruz, o amor de Deus. Independente do que cantamos, de como cantamos, nossas canções devem refletir isso.

E quanto aos estilos? À forma? Creio que aqui, mais uma vez, Calvino possa nos ajudar: “Mas, porque nas cerimônias não quis ele prescrever minuciosamente o que devamos seguir (porque isto previne depender da condição dos tempos, nem julgaria convir a todos os séculos uma forma única). Enfim, porque Deus nada ensinou expresso nesta área, porquanto essas coisas não são necessárias à salvação e devem acomodar-se variadamente para a edificação da Igreja, segundo os costumes de cada povo e do tempo. De fato reconheço que se deve recorrer à inovação não inconsiderada, nem seguidamente, nem por causas triviais. O que, porém, prejudica ou edifica, melhor o julgará a caridade, a qual se permitirmos seja a moderatriz, tudo estará a salvo.”

Kevin DeYoung, um jovem pastor reformado norte-americano, afirma que “nosso primeiro objetivo não deve ser conquistar a cultura ou apelar para o não regenerado. Adoração é para o Único Digno”.

Posto isto, afirmo que nossas músicas devem refletir, de certo modo, a unidade em meio à nossa diversidade. Devemos fazer o que fizermos com excelência, expressando todo o Conselho de Deus em nossas canções ou poemas.

Portanto, nunca perca seu foco em um culto comunitário. Você vai ali para adorar a Deus, e não para reparar nas pessoas ou suas expressões.

Concluindo, creio que, no Brasil, a grande maioria das pessoas vive debaixo de uma opressão espiritual. Tal opressão as impede de perceber beleza nas artes. Barulhos são chamados de música e rabiscos são chamados de pintura. Contudo, são, do meu ponto de vista, uma forma espiritual de manter pessoas distantes do que a arte pode mesmo comunicar em termos de beleza e ensino.

Sim, eu creio que a arte pode nos ensinar. Mais que isso. Creio que a arte pode me levar a adorar a Deus. Quando ouço uma jovem tocando de modo excepcional um violão, ou um adolescente pintando maravilhosamente um quadro, ou um senhor escrevendo uma linda poesia sobre o campo, tudo isso me leva a louvar a Deus pois eu sei que a fonte de toda a beleza não poderia vir de outro lugar que não Ele.

Sim, a arte pintada, cantada, tocada, escrita, filmada, declamada, me leva a adorar a Deus. A perversão da arte está no adorar da criatura, do artista, ao invés de adorarmos aquele que lhe deu o dom, o Criador.

Que, em nossa relação com o mundo, também saibamos, com equilíbrio e bom senso, nos relacionar com as músicas, poesias, literatura, teatro, cinema, exposição de quadros, enfim, com toda sorte de expressão artística de modo a redimi-la. 

Seja excelente em tudo o que fizer, e não deixe de louvar a Deus quando ver a excelência da glória e da graça de Deus na vida de um pagão quando este expressar de forma brilhante o seu dom. Louve a Deus pela beleza da arte, e não deixe você mesmo de fazer o que faz da melhor forma possível. Dê glória a Deus e faça tudo para a glória de Deus.

sexta-feira, abril 12, 2013

O VALOR DOS CATECISMOS


 

“Na época da realização da Assembléia de Westminster, por volta de 1640, os puritanos consideraram a falta do culto doméstico e da catequização como evidência de uma vida sem conversão”1 

Joel Beeke

Por Wilson Porte Jr.

Um catecismo tem como objetivo instruir pessoas nos princípios da fé. Catequizar uma pessoa (ou, ensinar o catecismo) significa explicar a doutrina cristã por meio de perguntas e respostas.

Todas as vezes que falamos em catecismos ou catequização, alguns imediatamente perguntam: mas isso não é coisa de católico? Gostaria de mostrar aqui que não (ou, não somente de católicos).

Não há dúvidas de que, hoje, os católicos romanos são aqueles que mais fazem uso dos catecismos para ensinar os novos católicos na fé da igreja. Mas, um catecismo não é algo que pertença a uma entidade ou tradição cristã. Não pertence a romanos ou reformados. Um catecismo nada mais é do que uma forma de ensinar as pessoas naquilo que se acredita dentro de uma tradição ou religião.

Feito de perguntas e respostas, um catecismo tem como objetivo ensinar doutrinas de um modo extremamente simples, rápido e prático. É feito de perguntas e resposta e, em alguns casos, de textos-prova.

A catequização (uso de catecismos em aulas individuais ou coletivas) pode ser usada como forma de evangelização, doutrinação, discipulado, etc. Trata-se de uma forma de praticarmos o que nos é recomendado pela Bíblia Sagrada em Deuteronômio 4.9; 6.6-9; 11.18-21, dentre outros. Trata-se de uma forma de passarmos às pessoas aquilo em que cremos.

A primeira pessoa a dar à instrução cristã o nome de catecismo foi Andreas Althamer, em 1528.2 Ele foi um dos reformadores alemães, aluno de Martinho Lutero. Após Althamer, muitos outros reformadores se valeram da palavra para designar o ensino da fé cristã. Hoje, inclusive católicos romanos se valem da palavra catecismo (que nasceu entre os reformadores) para a instrução daqueles que estão dentro desta tradição cristã.

Na história da igreja protestante, o uso de catecismos sempre foi bastante intenso. O pastorado de Richard Baxter, um líder puritano inglês, considerado por muitos como o mais influente e bem sucedido pastorado da história da igreja, foi marcado pelo uso de catecismos na igreja e de casa em casa. Além de Baxter, Martinho Lutero e João Calvino usavam regularmente catecismos que eles mesmos prepararam para usar com seus rebanhos.

Durante o período da chama “Igreja Primitiva”, era comum o uso de catecismos, embora eles ainda não tivessem este nome. Era usado, principalmente, na preparação de pessoas ao batismo. Agostinho foi um dos pais da igreja que fez muito uso da instrução catequética. 

Sem dúvida alguma, a falta de instrução cristã é o que caracteriza cristãos sem vida convertida em nosso tempo. Cristãos sem vida convertida? Embora seja uma contradição de termos, é isso que, infelizmente, mais vemos em nosso tempo. 

E, assim como os puritanos no século XVII consideravam a falta de catequese como a causa da bagunça dentro da igreja, eu também considero a falta do uso dos catecismos como uma das causas do vespeiro que é a igreja evangélica de hoje.

Se faltar a instrução, a catequização, faltará a vida, a prática, o culto doméstico, a prática devocional. Faltará sabedoria e conselho sobre como agir nas mais diversas situações da vida. 

Por isso, devemos voltar a usar os catecismos. Temos muitos e bons à nossa disposição. Seu uso trará força e saúde para a igreja. Proporcionará membros sadios, bem instruídos, que sabem o que é ser um cristão e em quê o cristão acredita. 

Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontais entre os vossos olhos. E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te; e escreve-as nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas; para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o SENHOR jurou a vossos pais dar-lhes, como os dias dos céus sobre a terra. 
Dt 11.18-21
_________________
1 BEEKE, Joel. Aprendendo com os puritanos II. In: ASCOL, Thomas (Org.). Amado Timóteo. São José dos Campos: FIEL, 2005, p. 224.
2 SIQUEIRA, Juan de Paula Santos. O ministério pastoral e a catequese nas igrejas confessionais. In: FERREIRA, Franklin. A glória da graça de Deus. São José dos Campos: FIEL, 2010, p. 452.

quinta-feira, abril 11, 2013

Credo ut intelligam I: Anselmo de Cantuária e o argumento ontológico


Por Wilson Porte Jr.


No início do século XI, Anselmo de Cantuária apresentou em seu livro Monologion um argumento em prol da existência de Deus – o Argumento Ontológico. Este argumento tem encontrado muitos críticos em quase mil anos, desde que foi escrito. Todavia, seu primeiro crítico, Gaunilo, foi quem levou Anselmo a aprimorá-lo a ponto de ele ser um argumento respeitado e usado ainda hoje por muitos como uma prova da existência de Deus.
Pretendo, em dois artigos, analisar o debate entre Anselmo de Cantuária e o monge Gaunilo em torno do Argumento Ontológico, o qual gira em torno da expressão anselmiana de Deus ser aquele sobre quem não se pode pensar nada maior. Segundo Alister McGrath, dentro do contexto da fé cristã, seu argumento tem ganhado o posto de um dos melhores argumentos acerca da existência de Deus.
Finalmente, veremos os desdobramentos futuros que o argumento ontológico possuiu. Analisaremos seu reflexo na academia filosófica e teológica. Concluiremos analisando alguns reflexos do Argumento Ontológico nas confissões de fé reformadas dos séculos XVI e XVII.
Quem foi Anselmo de Cantuária

Anselmo de Cantuária nasceu na cidade italiana de Aosta, na região de Piemonte, no ano de 1033. Filho de Gondolfo e Ermenberga, Anselmo teve um berço nobre. Sua educação iniciou-se na Abadia de St. Leger onde um currículo clássico o treinou para a clareza de expressão que, mais tarde, seria característica em seus escritos. Embora seu pai desejasse para ele a carreira política, a decisão de Anselmo inclinava-se para o monastério.
Após uma juventude protegida e gasta nos estudos, Anselmo enfrentou a morte de sua mãe. Após isso, cruzou os Alpes e, depois de três anos, se fixou permanentemente na abadia de Bec, na Normandia, norte da França.
Em Bec, estudou aos pés de Lanfranc, renomado teólogo de então. Anselmo fez os votos monásticos e sucedeu seu famoso professor como prior em 1063. Tudo isso, devido a sua intelectualidade e piedade fora do comum. Mais tarde, de 1078 a 1093, se tornaria abade de Bec. Neste tempo, sob a liderança de Anselmo, o monastério e sua escola se tornaram um proeminente centro de ensino. É nesse período que Anselmo escreveu duas de suas principais obras: o Monologion e o Proslogion.
Em 1093, Anselmo é nomeado arcebispo de Cantuária pelo rei Guilherme II, o Ruivo. Embora esse fosse o desejo tanto do rei quanto do povo, Anselmo aceitou o arcebispado contra sua vontade pessoal. Segundo Matos, já de posse do principal cargo eclesiástico da Inglaterra, Anselmo “promoveu reformas na vida da igreja, lutando contra a simonia (comércio de cargos eclesiásticos), o nicolaísmo (casamento clerical) e as interferências dos governantes na vida da igreja. Por causa disso, Anselmo foi exilado duas vezes (1097-1100 e 1103-1107)”.
Após seu último período de exílio, Anselmo é recebido na Inglaterra com entusiasmo pelo rei e pelo povo. Mas, “ele voltou para casa para morrer”. Anselmo veio a falecer em 21 de abril de 1109.
A razão de Proslogion existir

A obra Proslogion (segundo McGrath, é praticamente impossível de se traduzir esta palavra) foi escrita por volta do ano 1079. Seu primeiro título foi “A fé que procura a inteligência daquilo que crê”. Segundo Roque Frangiotti, “a pedido de Hugo e dos copistas”, a obra de Anselmo foi intitulada novamente para o que hoje conhecemos, Proslogion.
Segundo Anselmo, a razão pela qual ele se pôs a escrever Proslogion foi ... (continue lendo aqui: http://www.teologiabrasileira.com.br/teologiadet.asp?codigo=301)

quarta-feira, abril 10, 2013

UMA VIDA MELHOR



Por Wilson Porte Jr.

Todos querem "melhorar de vida". Ou, quase todos. Alguns afirmam que já melhoraram, e que isso não teve nada a ver com o dinheiro. Todos desejamos que mudanças aconteçam em nossas vidas. Não gostamos da estagnação. 

Mas, quando falamos em mudança, obviamente, pensamos em mudança para melhor. Alguns sonham com isso. Sonham com a mudança de cidade, supondo que isso trará novos ares, novas oportunidades, um novo começo. Outros sonham com a mudança de emprego. Um novo emprego poderá trazer mais recursos para casa.

Alguns sonham com a mudança de marido (ou de esposa). Um novo cônjuge trará alívio dos defeitos do anterior, pensam estes. Obviamente, nem todos os relacionamentos terminam por causa disso.

Alguns, ainda, sonham com a mudança de faculdade. Quem sabe um novo curso não me trará mais paz quanto ao que eu quero ser e fazer para o resto da minha vida.

E assim, muitos seguem acreditando que algo precisa mudar em suas vidas a fim de que eles possam desfrutar de algo bom.

Quero aqui destacar aqueles que mencionei no início. Estas são as pessoas que mudaram de vida sem que algo mudasse em seus casamentos, empregos, cursos, etc. Na verdade, algo mudou. Mas, não foi do lado de fora, e sim, por dentro deles. Houve uma mudança em seus corações. Uma transformação causada por um encontro com Jesus Cristo.

Estas são as pessoas que afirmam que melhoraram de vida e que isso não teve nada a ver com dinheiro. Na verdade, estas pessoas são poucas. Assim como estreito é o caminho e pequena a porta. Infelizmente, a porta do engano é larga e seu caminho espaçoso. Muitos estão nele acreditando que estão bem. Todavia, não conhecem realmente o que é vida e paz.

Se você deseja conhecer uma mudança que lhe traga uma melhora incrível em sua vida, então você precisa se encontrar com Jesus Cristo. Só Ele lhe dará uma vida melhor, tanto no presente, quanto na eternidade.

quinta-feira, abril 04, 2013

A IDADE DA INTIMIDADE


Estas poucas palavras que você irá ler, caso as leia até o final rs, tratam mais de culto a Deus do que de amizade e intimidade em si. Isso, pelo fato de termos de louvar a Deus pelo milagre da amizade.

Ter amigos é um milagre. Ainda maior na cultura cada vez mais egoísta dentro da qual vivemos. O espírito de nosso tempo nos conduz à solidão, ao abandono, à depressão. As redes sociais que, ao invés de nos socializar, nos condenam mais ainda ao isolacionismo, são as maiores culpadas pela falta de verdadeiras amizades. Por isso, ter amigos hoje é quase um milagre. 

Mas, na contramão do espírito de nossa época, algo interessante acontece dentro do verdadeiro cristianismo. Neste, é possível ainda encontrarmos amizades. Na verdade, algo mais raro ainda se percebe: intimidade. 

Dizem que intimidade só se consegue com o tempo - depois de você conhecer muito bem a pessoa com quem se relaciona. tempo se leva para termos intimidade com alguém? Qual a idade da intimidade? Quanto tempo leva para aprofundarmos uma amizade?

Já deve ter acontecido com você. Ao viajar ou mudar para outra cidade, ao visitar um grupo de cristãos, você tem a impressão de que já os conhece há muito tempo...

Você é recebido ou hospedado na casa de alguém, e esta pessoa conversa com você como se vocês se conhecessem há décadas. De onde vem isso? Vem do poder que o sangue de Cristo tem sobre nossos relacionamentos. Somos tão diferentes uns dos outros. Mas, em Cristo nos encontramos. Na cruz de nosso redentor, temos nosso lugar de encontro. Nosso point principal!

Qual a idade da intimidade? Qual a idade de uma verdadeira amizade? Em Cristo, amizade não tem idade. Intimidade, é algo que podemos desenvolver desde o primeiro dia. Obviamente, não preciso dizer que uma intimidade maior virá com a convivência diária ou semanal.

Louvemos a Deus pela amizade, pelos novos amigos, na verdade, novos irmãos e irmãs que, por causa dEle, nós encontramos ao transitarmos no meio de Seu povo. Nossas amizades devem nos levar a cultuar a Deus. Ele não nos deixa só. Nunca nos deixará. Nos dá a Si, e nos dá uma família que Ele conquistou com o sangue de Seu único Filho.

Louvemos a Deus pelo milagre da amizade. Pelo milagre da família cristã. E, certamente, pelo milagre do perdão, pois, sem ele, jamais conseguiríamos caminhar juntos.

Perdoe assim como você foi perdoado.

Ame assim como você tem sido amado.

Se doe assim como Ele se doa (e se doou) por você.

Assim, venceremos o espírito de nosso tempo e mostraremos ao mundo que, em Cristo, as coisas podem ser diferentes de como são fora dEle.

Comece você a fazer diferença! Não espere que ninguém faça por você. Siga o exemplo de Cristo!


segunda-feira, abril 01, 2013

Livros que li (Março/2013)


Olá! Aqui estou eu, mais uma vez, compartilhando com vocês um pouquinho das minhas leituras. Abaixo, comento sobre os livros que li no mês do março. Fique a vontade para comentar sobre minhas considerações no final deste post.

JACOBSEN, Wayne; COLEMAN, Dave. Por que você não quer mais ir à igreja? São Paulo: Arqueiro, 2009, 208 páginas.

O livro me deixou triste por poder conhecer a experiência infeliz que Jacobsen teve pelas igrejas por onde passou. Sinto muito pelo autor. Todavia, o título do livro não reflete a  realidade da obra.
O livro não trata do que o título afirma. O livro, na verdade, trata do por que Jacobsen não quer mais ir à igreja. Considerei dois pontos negativos na obra: 
1) Generalização: toda igreja não presta e todo mundo que se reúne em denominações cristãs pertencem à falsa religião institucionalizada. Particularmente, considero generalizações um erro. Jacobsen generaliza o tempo todo neste livro. 
2) O livro é feito apenas de experiências pessoais do autor. Isso o torna cansativo demais. Não há preocupação com o que as Escrituras Sagradas dizem sobre a igreja. Apenas com as experiências ruins que o autor teve com as igrejas por onde passou.
Até creio que muitos, hoje, têm vivido experiências tristes com igrejas que, infelizmente, estão cheias de maus vícios. Mas, generalizar dizendo que todas são assim e que o caminho é voltar para o cristianismo domiciliar primitivo é um erro! Primeiro, porque o cristianismo primitivo não era (e nunca foi) domiciliar. E, segundo, porque isso reflete uma compreensão errada do que é a instituição chamada igreja que Jesus Cristo veio aqui fundar.
Jacobsen, além de ser o autor principal deste livro, colaborou com outro de grande fama - A CABANA (não recomendo nem um nem outro). 

SOTT, John R. W. Cristianismo Equilibrado. Rio de Janeiro: CPAD, 67 páginas.

Neste pequeno livro, Stott trata de forma bastante clara e objetiva das questões que dividem os cristãos, principalmente os evangélicos. Apesar de muitas coisas em comum, há, sem dúvida, coisas que nos dividem, detalhes tanto menores quanto maiores. Stott nos convida ao equilibrio (se é que isso é possível). Embora não aprofunde o modo prático em que esse equilíbrio se dará, o autor aponta para boas pistas para aqueles que não desejam ficar guerreando por qualquer coisa, seja pequena ou grande. Um dos pontos altos do livro é a exortação que Stott faz sobre o perigo do extremismo e do desequilíbrio, causas do abandono de muita gente dos caminhos do Senhor.


MACHADO, Ana Maria; EUGÊNIA, Maria. Dona Baratinha. São Paulo: FTD, 2004, 31 páginas. 

Literatura infantil. Li para minha filha esta estorinha. Dona Baratinha acha uma moeda e deseja casar. Não gosta do boi, do bode, do gato, do cachorro e de todos os outros. O único que lhe agrada é o rato, que acaba morrendo no dia do casamento, quando se afoga na feijoada preparada para após a cerimônia. Dona Baratinha fica viúva antes mesmo de casar. Depois da tragédia com o rato que gostava mais da comida do que dela, decide ficar sozinha. É muito engraçadinha a estória. Moral do conto: antes só que mal acompanhado.


LONGMAN, Tremper. Como ler Gênesis. São Paulo: Edições Vida Nova, 2009, 224 páginas. 

Excelente livro para que deseja conhecer um pouco melhor o pano de fundo do primeiro livro da Bíblia Sagrada. Gênesis foi escrito numa época em que a cultura predominante era a egípcia (sendo esta influenciada pela cultura babilônica mais antiga). Diante de muitos mitos sobre a criação e o dilúvio, o povo de Israel recebeu esta revelação como uma forma de serem livres de toda a crosta de paganismo e cosmogonias bizarras aprendidas durante o tempo de escravidão no Egito. Se você deseja ler Gênesis da mesma forma que o leram seus primeiros leitores, você precisa ler este livro.

BARBOZA, Airton W. V. O Mito e a História na Criação: uma análise literária de Gn 1.1-2.3. São Paulo: Fonte Editorial, 2010, 196 páginas.

Seguindo a linha do estudo de Gênesis, gostaria de recomendar a leitura deste livro de um amigo meu, Rev. Williams. Este livro foi sua dissertação de mestrado em Antigo Testamento no Andrew Jumper, Mackenzie. Williams faz um rico estudo sobre as características literárias, linguísticas, mitológicas, historiográficas e contextuais do livro de Gênesis. Trata-se de um livro técnico, rico em informações, conservador em sua abordagem, extremamente necessário para o estudante e pesquisador mais sério e exigente do livro de Gênesis.

LIVROS QUE LI EM FEVEREIRO/2013

PARANAGUÁ, Glenio Fonseca. Cruz-Credo: o credo da cruz. Londrina: Editora Ide, 192 páginas. 



Cruz-Credo! O Credo da Cruz é um livro de um paranaense. Trata-se de um livro de acusação, acusação urgente, contra a maioria dos púlpitos cristãos de nosso tempo. Glenio expõe de modo bíblico, reformado e fiel, a mensagem da cruz, desde os tempos em que o mundo ainda não havia sido fundado. Glenio mostra de modo brilhante que a cruz é pré-histórica. E que todos que deseja seguir Jesus, devem  passar por ela e tomá-la como sua. Recomenadíssimo! Você não pode morrer sem ler este livro.


HOEKEMA, Anthony. The Bible and The Future. Grand Rapids: Eerdmans, 1979, 343 páginas.

Termino a leitura deste livro arrependido por não tê-lo lido antes. Louvado seja Deus pelo autor e por sua riqueza, cuidado e fidelidade às Escrituras. Estou, realmente, feliz e muito bem impressionado! O livro de Hoekema precisa ser lido por todas as pessoas que querem uma boa introdução às várias posições escatológicas existentes. Além de enfatizar a escatologia não como respostas, mas como fonte de esperança e consolo da parte de Deus, o autor expõe com habilidade o amilenismo. Livro excelente!


ELLIFF, Jim; WINGERD, Daryl. A Disciplina na Igreja. São José dos Campos: Ed. FIEL, 2006, 25 páginas. 

Acho que é a terceira ou quarta vez que leio este pequeno livro. Trata-se de um resumo dos princípios biblicos básicos sobre disciplina eclesiástica. Para Jim e Daryl, estes princípios aplicam-se a cinco casos, os quais resumem toda sorte de pecados dentro da igreja: 1) ofensas menores; 2) pecados que não podem ser confirmados; 3) ofensas pessoais; 4) desobediência pública; e, 5) iniquidades intoleráveis. 

Creio que o foco (restauração daquele que cai) do livro é bom, todavia receio que algumas partes talvez deixem dúvidas na mente do leitor mais desatento - principalmente no pequeno trecho sobre falhas menores. Creio que poderia ser mais especifico ali a fim de não deixar conclusões equivocadas na mente do leitor. No geral, o livro é bom. 


POIRIER, Alfred. O pastor pacificador. São Paulo: Edições Vida Nova, 2011, 288 páginas. 

Servindo por mais de dez ano no Peacemaker Ministries, Poirier tem experiência com soluções de conflitos no contexto da igreja e da família. Neste livro, Poirier aponta para a necessidade de considerarmos todos os conflitos no ministério como oportunidades de Deus para pacificar e restaurar vidas. O autor não se preocupa com técnicas de pacificação e resolução, mas com o problema do coração do homem, cheio de ídolos, de onde brotam os pecados que geram 100% dos conflitos. O livro é bom. Apenas tenho uma postura diferente da dele com relação à Ceia do Senhor não ser oferecida a quem está sob disciplina. Discordo disso. Tirando isso, o livro é bom.


NOLL, João Gilberto. Anjo das ondas. São Paulo: Scipione, 2010, 122 páginas.

Participei de um bate-papo literário no SESC-Araraquara com a presença de João Gilberto Noll, um premiadíssimo escritor brasileiro de literatura. No final, sortearam seu livro Anjo das ondas. Levei um susto quando chamaram meu nome! Enfim, li o livro. Gustavo, o personagem principal, vive entre Londres e Rio. No retorno dele ao Brasil, Gustavo tenta encontrar a razão de sua existência, e, até mesmo, sua identidade. Quer uma dica? Não o leia. Não gostei do estilo meloso e parado de Noll. Pode ser que apenas esta obra seja assim. Enfim, pelo menos dessa eu posso dizer, não gostei.

LIVROS QUE LI EM JANEIRO / 2013


HOUSE, Brad. Community: taking your small group off life support. Wheaton: Crossway, 2011, 239 páginas.

Brad House expõe de modo brilhante a base bíblica e uma proposta prática para a implantação de pequenos grupos na igreja. Recomendadíssimo para todos que trabalham com pequenos grupos ou pretendem começar a trabalhar. Mais do que um lugar onde se alcança novas vidas para Cristo, os pequenos grupos de comunidades devem ser destinados à comunhão. É por ela que o mundo conhecerá que o Pai enviou o Filho. 







SAILHAMMER, John. Genesis Unbound: a provocative new look at the creation account. Colorado Springs: Dowson Media, 1996, 256 páginas. 

Sailhammer expõe sua visão sobre a criação. Para ele, o relato da criação em Gn 1-2 tem como objetivo nos contar que Deus criou tudo o que existe em Gn 1.1. De Gn 1.2 em diante, Deus não estaria criando o planeta, mas preparando a terra prometida para o primeiro casal que, uma vez expulsos, passaram a habitar na Babilônia. A visão de Sailhammer é ao mesmo tempo interessante e desafiante. Apesar de um pouco cansativo (e repetitivo), o livro nos provoca a pensar a criação sob uma nova (ou antiga, talvez) perspectiva.






STOTT, John. A Cruz de Cristo. São Paulo: Vida, 2006, 165 páginas. 

Um livro que pretendo ler novamente, bem lentamente! Excelente, com ricas informações e fontes, Stott apresenta todos os aspectos relacionados à cruz, tais como reconciliação, expiação, propiciação, justificação, substituição, etc. Apresenta de modo breve sua opinião sobre a quem Jesus paga com sua morte na cruz, se a Deus ou ao diabo, ou a ambos, como muitos afirmaram durante a patrística e a idade média. 







LAMBERT, Heath. The Biblical Counseling Movement after Adams. Wheaton: Crossway, 2012, 170 páginas. 

Um livro interessantíssimo demonstrando a evolução dentro do movimento "iniciado" por Jay Adams. Passando pelas mudanças principais dentro das três gerações do movimento de aconselhamento bíblico, Lambert aponta as contribuições de Adams, atualizadas e corrigidas por David Powlison e Paul Tripp. Um excelente livro para quem deseja entender as diferenças dentro do movimento de Aconselhamento Bíblico, e a significância desse movimento para o nosso tempo.






DRISCOLL, Mark. Sobre a Liderança da Igreja. Niterói: Tempo de Colheita, 2010, 111 páginas.  

Pequeno em tamanho, grande em conteúdo e relevância! Driscoll resume nestas 111 páginas o que é Liderança Eclesiástica. Tratando de ministério pastoral feminino, presbíteros, diáconos, membresia, além de mostrar a autoridade pastoral de Jesus sobre a igreja, técnicas para equipar os líderes das mais diversas áreas da igreja, Driscoll consegue de modo simples e belo expressar tudo o que nós, servos/líderes, precisamos saber sobre liderança segundo a Bíblia. Recomendadíssimo! Parabéns à Editora Tempo de Colheita.


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