domingo, março 11, 2007

022 - O Deus Destronado - O DIABÓLICO DESEJO DE QUERER MANDAR EM DEUS

É comum vermos em nossos dias uma verdadeira confusão com relação à doutrina da Soberania de Deus dentro das igrejas modernas. Logo na abertura de alguns cultos evangélicos, especialmente neopentecostais, têm-se visto uma forma arrogante de se relacionar com o Senhor. Suas reuniões, cultos, iniciam-se com frases do tipo: "Eu determino... ", "Eu declaro... ", "Eu ordeno... ", e outras frases de orações que têm virado rotina não só na abertura, mas no meio e no final do culto também. Não acredito que aqueles que se denominam "evangélicos" (embora esse termo esteja desgastado) e têm essa louca mania de querer mandar em Deus o façam tendo noção do erro que cometem. Essa maneira errada de tratar com o Deus soberano, para eles, é uma tentativa de buscar uma maior intimidade e comunhão com o Senhor. Crêem, de fato, que Deus está obrigado aos homens, o que nada mais é, senão, um absurdo (e diabólico) desejo de querer mandar no Soberano Deus do Universo.É interessante analisar que toda a estrutura do animismo, espiritismo, feitiçaria e satanismo é baseada na busca de controlar, manipular, domesticar as forças sobrenaturais. É exatamente isso que um ser humano qualquer pode encontrar numa igreja neopentecostal e outras pentecostais e tradicionais que têm cedido a essa heresia. Interessante notar que a feitiçaria tenta manipular as realidades passadas, presentes e futuras. Interessante também é notar que esta prática que reduz o Senhor a um Deus Não-Soberano, tenta manipular as realidades presentes, passadas, e futuras. Todos sabemos o que Deus acha da feitiçaria (Ex 22.18; Lv 19.31; Dt 18.10; Is 47.9; Na 3.4; Gl 5:20; Ap 9:21, 18.23; 22.15) e, ainda mais, o que ela revela no relacionamento com Deus: rebeldia (1 Sm 15.23a).Dentre os textos distorcidos que os adeptos dessa prática usam encontra-se João 14.13-14, um dos favoritos deles: "E farei tudo o que pedirdes em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei". Para esse grupo, palavras como pedir, rogar e suplicar são a mesma coisa que "exigir, decretar, determinar e reivindicar". Temos um problema, então, com a palavra pedir. Em grego há duas palavras para pedir: ai'te´o (aiteo {ahee-teh'-o}) e e'rota´o (erotao {er-o-tah'-o}) - infelizmente não consegui pôr as fontes gregas, como desejava:
1. ai'te´o: trata-se de uma forma de pedir feita por alguém que está em posição inferior a daquele a quem o pedido é feito (como um filho pedindo ao pai);
2. e'rota´o: trata-se de uma forma de pedir na qual aquele que suplica está em pé de igualdade com aquele a quem o pedido é feito.
Agora, olhando para as Escritura, veremos que o Senhor Jesus só usava e'rota´o para fazer um pedido ao Pai. Quando, também, em Lucas 14:32 e'rota´o é usado, lemos que um rei fazia um pedido a um outro rei. Porém, quando é num sentido vertical de relacionamento (ex. seres humanos e Deus) a palavra usada é ai'te´o, como no texto acima citado (Jo 14.13-14).
Por isso, se a atitude desses "evangélicos" estivesse correta, Deus já estaria destronado. Dizer, crer, e até se atrever a orar pensando que as palavras podem mudar o destino do homem, ou a sucessão de fatos, ou qualquer outra coisa que seja, é tornar o Deus Soberano e Supremo sujeito à vontade humana, à vontade pervertida de suas criaturas. Deus deixaria de ser o Supremo governador de tudo.

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