terça-feira, fevereiro 15, 2011

Homens Brilhantes que a Igreja Esqueceu - BENJAMIN KEACH

Benjamin Keach
Benjamin Keach (1640-1704) foi um homem brilhante para seu tempo. Seus estudiosos consideram-no um dos mais importantes teólogos do início da igreja batista. Sua vida e seus escritos, sobretudo os que tratam das Doutrinas da Graça, serviram para manter firmes e unidos os batistas particulares do século 17, dos quais, praticamente, todos os atuais batistas descendem.
O Progresso do Pecado, ou
As Viagens da Impiedade
Benjamin Keach foi um batista particular de persuasão puritana. No início de seu ministério, Keach foi um pregador não ordenado de uma igreja batista geral [1] em Winslow, Buckinghamshire, Inglaterra. Foi entre os anos de 1664 e 1668 que as convicções teológicas de Keach começaram a tornar-se crescentemente calvinistas. Em 1672, Keach rompe com os batistas gerais e funda uma igreja batista particular em Horselydown, Southwark, futuramente pastoreada por John Gill e Charles Spurgeon [2].
Benjamin Keach foi um dos primeiros teólogos batistas a escrever sobre a Teologia das Alianças. Em 1697, Keach publica uma pequena obra intitulada The articles of the faith of the church of Christ or congregation meeting at Horselydown (Os artigos da fé da igreja de Cristo ou da congregação que se encontra em Horselydown). Neste livro, Keach afirma que Cristo “sendo o eterno Filho de Deus, da mesma essência que Deus, co-igual com o Pai, de acordo com aquele santo Pacto e Acordo que havia entre ambos, tornou-se homem” [3]. Em seus Artigos de fé, mais à frente, Keach afirma que o perdão que recebemos de Deus só é possível graças e através do sangue da eterna aliança, ou do pacto eterno, ou seja, do Pacto da Redenção.
As Viagens da
Verdadeira Piedade
Segundo Keach, o sangue de Cristo, derramado em favor dos eleitos de Deus, já esteva acordado desde a eternidade. E é graças à fé na mensagem do Evangelho (que inclui o sangue de Cristo) que o homem é perdoado eternamente por Deus para desfrutar de Seu amor e ter prazer nEle para sempre.
Seus livros, no século 17, rivalizavam em pé de igualdade com seu amigo de ministério John Bunyan. Keach, à semelhança do Peregrino de Bunyan, também escreveu muitas alegorias sobre a vida cristã. Eu louvo a Deus pela vida e ministério deste Seu servo. Clique nas imagens ao longo deste post (capas originais de seus livros)  caso queira conhecer melhor o que ele escreveu.
Wilson Porte Jr.
[1] Os batistas gerais, diferentemente dos batistas particulares, abraçavam fortemente as doutrinas arminianas. 
[2] BEEKE, Joel; PEDERSON, Randall. Paixão pela pureza: conheça os puritanos. São Paulo: PES, 2010, p. 481.


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