sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Homens Brilhantes que a Igreja Esqueceu - NEHEMIAH COXE

Você já ouviu falar de Nehemiah Coxe? Apesar de tão famoso e importante para o cristianismo no século 17, Nehemiah Coxe (?-1688) é hoje quase completamente desconhecido, inclusive dentro da denominação batista, cujas bases teológicas ajudou a lançar. Coxe foi filho de um antigo líder dentre os batistas particulares, Benjamin Coxe. Não sabemos quase nada sobre sua data de nascimento e sobre sua infância. Um dos primeiros registros a seu respeito acontece em 1669, quando Coxe é aceito à membresia de uma igreja batista em Bedford, pastoreada pelo famoso pregador John Bunyan. Em 1673, Coxe foi chamado para servir como pastor em Hitchin, uma congregação da igreja de Bedford. Coxe também é conhecido como médico qualificado, hábil em latim, grego e hebraico, além de um teólogo exigente. Coxe era tido em alto respeito por seus contemporâneos, vindo, posteriormente, a servir como um editor da Segunda Confissão de Fé Batista de Londres. Ele morreu em 1688, antes da Assembléia Geral de 1689, quando os batistas utilizariam sua edição da Confissão de Fé para formalizarem a Confissão de Fé Batista de 1689.
Para Coxe, Deus, desde a eternidade, anteviu a queda do homem. Tendo na eternidade um propósito gracioso em si mesmo de acordo como conselho de sua vontade, Deus decidiu redimir e salvar um remanescente de homens e mulheres perdidos de seu estado “cortado e caído”, e por sua graça todo-poderosa, através dos méritos de Cristo, recuperá-los da miséria à herança de um reino e glória muito maior do que a posta perante Adão em sua integridade.
Segundo Coxe, este eterno conselho desenrolou-se por meio de um pacto entre o Pai e o Filho, em um chamado Pacto da Redenção. Coxe diz que:
A este pacto pertencem todas as promessas do Pai ao Mediador, e os compromissos estipulados do Redentor acerca da salvação de pecadores e o caminho e o método de sua realização. Com respeito a estes conselhos, o Filho de Deus é tido como o prazer do Pai, e ele próprio também tem o seu prazer no mundo habitável quando a parte maior de suas cinzas foram formadas. Neste contexto, a aquiescência tanto do Pai quanto do Filho não é bem definida.
Diante disso, Coxe vai dizer que homem nunca entrou em um Pacto com Deus; é Deus quem entre em aliança com os homens. Esta aliança é fruto da majestade soberana e de sua infinita bondade ao propor, bem como de sua sabedoria ao escolher e ordenar, os termos de uma relação pactual entre Ele mesmo e suas criaturas.
Não dissertando muito sobre este Pacto, Coxe fecha seu pensamento dizendo que “não é com base em qualquer necessidade da natureza que Deus entra em um pacto com os homens, mas por causa apenas de seu bel-prazer”.
 É, portanto, por causa de um transbordar do amor e do prazer que há em Deus, que a Trindade faz uma aliança para a redenção de um grupo de homens e mulheres.
Confesso que, lendo Covenant Theology (Teologia do Pacto), de Nehemiah Coxe e John Owen, meu coração se encheu de louvor e gratidão. Como pôde Deus escolher um homem como eu para participar da festa que será o céu? Porque eu fui convidado, enquanto tantos outros não? Eu, que muitas vezes resisti! Mesmo assim, ele me fez entrar, e fez uma aliança comigo. Confesso, com lágrimas nos olhos, que já sou, e serei por toda eternidade, imensamente grato ao maravilhoso Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito!
Soli Deo Gloria! Amem.
Wilson Porte Jr.
Fontes:


RENIHAN, James. An Excellent and Judicious Divine: Nehemiah Coxe. In: COXE, Nehemiah; OWEN, John. Covenant Theology: from Adam to Christ. Palmdale: RBAP, 2005, p. 7-24.
COXE, Nehemiah; OWEN, John. Covenant Theology: from Adam to Christ. Palmdale: RBAP, 2005, p. 54

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