quarta-feira, março 16, 2011

John Gill e a Teologia das Alianças


Por Wilson Porte Jr.

John Gill (1697-1771), embora tenha apenas nascido no século dezessete, toda sua influência teológica foi formada com base nos escritos aliancistas de seus predecessores batistas particulares. Em 1719, Gill foi ordenado pastor da igreja fundada por Benjamin Keach, em Horselydown, sobre quem já escrevi alguma coisa aqui. Escrevendo sobre a Teologia das Alianças sob a inspiração dos batistas do século dezessete, Gill tornou-se a mais brilhante mente entre os batistas do século dezoito, indo muito além que seus predecessores, através de seus livros.
John Gill, quanto a Teologia das Alianças, entendia que existem apenas dois pactos, o das Obras e o da Graça. Contudo, chama o Pacto da Graça também de Pacto Eterno ou, Transação Federal ou ainda, Eterno Pacto da Graça.
 Gill afirma que, na eternidade, o Espírito Santo aprova e concorda com tudo relacionado com o Pacto da Graça, e, por isso, assume o papel do santificador na salvação da raça humana.
 Gill funde o Pacto da Graça com o Pacto da Redenção como se fossem um só. 
Em uma de suas justificativas, apela à etimologia e significado das palavras usadas para pacto nos escritos do Antigo e do Novo Testamento. Gill argumenta que aliança, em hebraico, vem de cortar, purificar, ordenar, dispor as coisas. Uma vez que isso aconteça debaixo do Pacto da Graça, na redenção humana, e, também, que a decisão de purificar, ordenar e salvar o homem venha da eternidade (Pacto da Redenção), Gill justifica sua crença de que há apenas um e não dois pactos (Redenção e Graça).
Gill, inclusive, chega a admitir o fato de que alguns teólogos assumem o termo Pacto da Redenção separadamente do Pacto da Graça. Contudo, Gill deixa claro que, para ele, este pacto nada mais é do que o Pacto da Graça em seu início, quando o Redentor decide assumir a sua parte no desenrolar da história.
 A partir de então, Gill começa a dissertar sobre as partes do Pai e do Filho naquilo que ele chama de um só Pacto, o Pacto da Graça. 
Valeria muito a pena se pastores (principalmente batistas) de nossos dias começassem a ler mais e estudar mais sobre isso. Muita coisa errada sobre a doutrina da salvação poderia ser corrigida se pudessem compreender mais sobre a Teologia das Alianças.
Sugiro Gill como uma excelente fonte de estudo acerca dessa que, para mim, é uma das mais lindas doutrinas nas Escrituras.

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