domingo, abril 17, 2011

Os Batistas Reformados e a Graça


A teologia dos primeiros Batistas
Por Wilson Porte Jr.
John Bunyan, mais conhecido como o autor do best-seller “O Peregrino, foi também um pastor batista “particular” no século 17. Hoje, os batistas particulares são bem representados teologicamente pelos chamados batistas reformados
Local de nascimento de John Bunyan
Os primeiros batistas podem ser encontrados no início do século 17. Estes eram chamados de “particulares” pois diferenciavam-se dos “batistas gerais”. A diferença entre esses dois grupos estava, especialmente, na doutrina da expiação. Sobre isso, escrevo em outra ocasião.
Uma das doutrinas centrais para os primeiros batistas era a Doutrina da Graça, ou, do Pacto da Graça entre Deus e os homens por meio de Jesus Cristo. John Bunyan, como um dos primeiros batistas (e reformado), afirmava que a graça vem aos homens por meio de um Pacto. Esta graça é livre e imutável. Este Pacto, segundo Bunyan, foi feito com Cristo, “não com muitos”, mas feito apenas com um. Bunyan afirma que Jesus é o empreiteiro e, ao mesmo tempo, o representando federal nas coisas concernentes ao Pacto da Graça.
Bunyan coloca da seguinte forma as condições deste pacto feito entre o Pai e o Filho:
Do lado do Mediador que Ele deveria vir ao mundo, e, então, da parte de Pai, que ele deveria lhe dar um corpo... Do lado do Mediador, que ele deveria morrer; e do lado do Pai, que ele deveria ressuscitá-lo... Do lado de Cristo, que ele deveria morrer para dar a justiça da satisfação divina, e então tomar a maldição que era devida a nós miseráveis pecadores; e do lado do Pai, estando completamente satisfeito, deveria pelo seu poder revivê-lo e ressuscitá-lo... Do lado do Mediador, que ele deveria se tornar maldição, e do lado do Pai, que através dele pecadores deveriam ser co-herdeiros das bênçãos... Do lado do Mediador, que deveria haver por ele uma vitória sobre o inferno, a morte e o diabo, e a maldição da lei; e do lado do Pai, que isto deveria ser comunicado aos pecadores, e assim eles serem postos em liberdade... Do lado do Mediador, que ele deveria trazer eterna justiça para os santos; e do lado do Pai, que ele deveria dar a eles um reino eterno.
Bunyan afirmava que, neste Pacto, percebemos com mais clareza o grande amor de Cristo pelos pecadores, o modo como ele foi enviado dos céus para declarar ao mundo o amor de Deus o Pai por pobres pecadores. Bunyan afirmava que melhor compreende-se a graça quando entende-se o sacrifício que Cristo fez por nós. Quando Cristo decidiu ser sacrificado em favor dos eleitos, sua aflição não foi, segundo Bunyan, apenas corpórea, mas psicológica, também. “Sua aflição foi no corpo e na alma!” Bunyan, ao escrever sobre este evento, emociona-se e louva ao Pai, Filho e Espírito Santo por tão grande salvação, pelo modo terrível como Cristo sofreu pelos eleitos, sofrimento físico e emocional, “pelo qual ninguém jamais passou”.
Você pode encontrar mais sobre o que pensa John Bunyan sobre a graça lendo suas Works (The entire works of John Bunyan). Caso não conheça e queira conhecer melhor sobre os batistas reformados e sua exposição sobre a Preciosa Graça de Deus, entre no site da CRBB (Comunhão Reformada Batista do Brasil) e busque lá sobre quem são e o que pensam estes irmãos.

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